domingo, 5 de julho de 2015

ENSINO DE HISTÓRIA: CONCEPÇÕES E PRÁTICAS

Os materiais do PNAIC 2015 apresentam a perspectiva de uma abordagem histórica dinâmica que ultrapassa os limites dos livros didáticos e enciclopédias. Essa abordagem pode ser construída e vivenciada por todas as pessoas desde a infância, pois nela se destaca sua característica processual.

A História não se vincula apenas ao passado e sua aprendizagem não pode ser relacionada apenas a estratégias de repetição visando à memorização de fatos e datas que, em geral, evidenciam apenas determinados grupos. 

A compreensão do passado é essencial à aprendizagem de História, entretanto, sua análise é inter-relacional. Um fato só pode ser compreendido se analisado sob o prisma do seu contexto, dos conflitos vividos pelos sujeitos históricos em determinado território, em determinada época, suas causas e consequências para diferentes grupos sociais.

No encontro PNAIC, os professores alfabetizadores puderam refletir, desconstruir e construir conceitos sobre o ensino de História no Brasil. Para tanto, foram estimulados a rememorar suas lembranças de estudantes e analisar as imagens a seguir percebendo que representações elas nos permitiram construir sobre determinadas personalidades, fatos históricos e indígenas brasileiros.




Da mesma maneira, a análise da representação dos povos escravizados comprova injustiças, pois relaciona sua felicidade  à assinatura da Lei Áurea, invisibilizando a falta de oportunidades, o preconceito e a discriminação que os impediram de vivenciar com sucesso essa "liberdade". Liberdade sem emprego, sem moradia, sem condições de sobrevivência, sem representação de sua beleza, coragem e cultura, geralmente reduzida a folclore e exoticidade. 




Ao longo da história do ensino de História que personalidades foram destacadas e associadas a heroísmos, dignidade, força? O Stop Histórico proposto aos professores alfabetizadores comprovou a condição de negligência às figuras femininas, africanas ou afrodescendentes, populações indígenas, religiões de matrizes africanas, indianas entre outras. Por que será que diante de perguntas sobre personalidades de outros tempos não nos lembramos com facilidade de mulheres, indígenas, negros, religiões indígenas ou afro-descendentes, impérios africanos?

Qual a intencionalidade de algumas representações que destacam o poder de homens brancos de ascendência europeia, com alto poder aquisitivo, moradores de áreas urbanas, heterossexuais, católicos e ignoram ou apresentam em condições inferiores as demais identidades? O que essa aparente escolha ingênua constrói em corpos e mentes dos brasileiros ao longo dos anos de escolarização?


Essas considerações reforçam a necessidade de que o ensino de História na atualidade garanta a justiça curricular e se paute na investigação, reflexão, construção e registro de conhecimentos (escrita, desenhos, gráficos, oralidade) em vez da repetição de um único conhecimento. 

Nesse sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96 representou um grande avanço ao preconizar os seguintes princípios da Educação Básica:

Art. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V - coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X - valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
XII - consideração com a diversidade étnico-racial.  (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

Esses princípios incluem a consideração da diversidade étnico-racial e, embora tenham representado avanço importante, não garantiram a justiça curricular, por isso, outras leis foram sendo reivindicadas e conquistaram a alteração de artigos importantes da LDB. Esse é o caso da Lei 10639/2003 que instaura a obrigatoriedade de inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", ampliada pela Lei 11645/2008 que inclui também a obrigatoriedade do ensino da Cultura Indígena.

Entretanto, ao longo da história, as leis surgem como resultado de lutas e conflitos, mas não garantem que mudanças se efetivem na cultura escolar, por isso, a inclusão do ensino das culturas afro-brasileiras e indígenas precisa ser compreendida de maneira ampla e não se vincular apenas a datas comemorativas sem ressonância no cotidiano da escola. 

No link https://educarparaerer.wordpress.com/, organizado pelo Núcleo Étnico-Racial de SME/SP, é possível ter acesso a textos e vídeos que ampliam nosso olhar sobre as temáticas e possibilitam experiências pedagógicas inovadoras e importantes. Outra boa referência pode ser encontrada no link http://www.axa.org.br/2015/04/dia-do-indio-10-sugestoes-de-atividades-para-escolas/

A fim de promover a vivência da metodologia investigativa, professores e professoras participantes do PNAIC analisaram fontes históricas selecionadas pelo grupo de Orientação de Estudos da DRE Campo Limpo. Em equipes, os(as) professores(as) construíram hipóteses em busca de respostas às seguintes questões orientadoras: 
- Que objeto é esse?
- O que revela sobre o sujeito que o produziu e sobre o tempo histórico em que foi produzido?
- Que outras perguntas podem ser feitas a esse objeto?


















O resultado da investigação foi muito enriquecedor, mas o que se destacou foi o processo investigativo por meio do qual professores e professoras interagiram, relembraram fatos de infância, de antepassados e da história do Brasil, relacionaram informações e, sobretudo, divertiram-se muito.

Após compartilharem suas experiências, puderam coletivamente construir conceitos sobre História, Historiografia, Sujeito Histórico, Passado e Fontes Históricas. Esses são conceitos fundamentais ao ensino de História e foram aprofundados pela proposta de leitura complementar do texto "Reflexões sobre o ensino de História: fundamentos e práticas" escrito pela formadora PNAIC Bárbara Barbosa Born.

"HistóriaEmbora esse conceito possa parecer óbvio, não há exatamente um consenso em torno de sua definição. De fato, as diferentes interpretações que se fazem do mesmo determinam aquilo que se pretende ensinar. Bloch (2001), em sua clássica definição, questiona a tradicional ideia de que a história seria 
 “a ciência do passado”. Ora, sobre o passado, entendido cronologicamente, podem existir inúmeras interpretações, a depender para qual objeto se olhe. Ele defende que a trata-se não da ciência do passado, mas da ciência do homem no tempo. Afinando mais essa definição, é possível dizer que a História é sempre um modo de representar (por se tratar sempre de uma interpretação) a experiência humana no tempo.

Historiografia – O registro dessa experiência humana no tempo, por sua vez, se dá por meio da seleção, da escolha de fatos a serem narrados, de fontes a serem analisadas, de caminhos metodológicos e interpretativos que possam ser utilizados. Essa escrita da história corresponde à historiografia, um conceito polissêmico, mas que de um modo geral, procura demarcar que toda interpretação da história responde a um determinado tempo, carrega as marcas daqueles que a fazem. Assim, um determinado texto sobre a Segunda Guerra Mundial (por ex., Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm) corresponde não à descrição factual daquilo que ocorreu, mas a uma leitura pautada em uma tradição historiográfica (no caso desse autor, marxista) sobre o assunto.
A premissa da historiografia deve ser compreendida não apenas no âmbito da produção acadêmica, mas na própria constituição dos saberes escolares ou da “cultura escolar” (GOODSON, 2013). Se considerarmos que se trata de um olhar lançado para o passado a partir do presente, as crianças também serão produtoras de saberes históricos e, portanto, historiográficos. Pinsky e Pinsky (2013, p. 23) destacam que olhar sobre o passado deve “partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e com o presente”.

Sujeito Histórico – Lançando olhares diferenciados sobre o passado, é importante refletir sobre o lugar ocupado pelos indivíduos na produção da História. Trata-se, pois, de demarcar que meninos e meninas, enquanto seres ativos no mundo, são sujeitos históricos, ou seja, produtores de experiências ao longo do tempo. Essa perspectiva está diretamente relacionada à ideia de que todos os cidadão possuem sua importância na construção das relações sociais, e pressupõe um rompimento com a História dos “heróis” ou “grandes vultos”. Trata-se, pois, de aspecto fundamental para a construção de identidades sociais e pessoais. Contudo, só se efetiva na medida em que o espaço de conhecimento das ações humanas ao longo do tempo está aberto para diferentes ancestralidades e culturas: é preciso ver-se ver representado para sentir-se sujeito.

Passado – Em seu ensaio “O sentido do passado”, Hobsbawm (1998, p. 22) destaca uma premissa fundamental para o Ensino de História:
Ser membro de uma comunidade humana é situar-se em relação ao seu passado (ou da comunidade) ainda que apenas para rejeitá-lo. O passado é, portanto, uma dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das instituições, valores e outros padrões da sociedade humana.

Não é possível pensar em História sem pensar em passado, embora esse não exista enquanto fato, de maneira absoluta e estática. Tudo aquilo que definimos como passado é sempre uma seleção das infinitas possibilidades existentes em um momento pregresso, aquilo que foi capaz de ser lembrado ou que se fez questão de lembrar. Ele está sempre em diálogo com o presente, seja para justificá-lo, seja para rechaçar as mudanças. Por vezes ele atua como um padrão, em outras, apenas como um modelo. O passado é, segundo o autor, uma referência analítica para as mudanças atuais.

Fontes Históricas – Considerados todos os fundamentos anteriormente apresentados, resta o fato de que para conhecer qualquer experiência humana em um tempo que não seja o nosso – portanto, passado – é preciso debruçar-se sobre um determinado registro da mesma. Esses registros primários são as chamadas fontes históricas. Até pouquíssimo tempo (dentro de uma perspectiva histórica) eram consideradas fontes válidas para o conhecimento do passado apenas os registros escritos. Isso era bastante pertinente dentro de um modelo de valorização da história das elites e dos grandes nomes, presentes especialmente em uma tradição historiográfica positivista.
Particularmente a partir da década de 1930, contudo, a abertura para uma história das mentalidades e das culturas direcionou o historiador para a análise de outras fontes que também “contassem” sobre a experiência de outros grupos sociais não letrados. Assim, para além das fontes escritas, hoje são amplamente utilizadas fontes materiais, iconográficas e orais.
Especialmente no desenvolvimento da alfabetização histórica na perspectiva do letramento, faz-se importantíssimo o uso de diferentes fontes, capazes de revelarem as vozes de sujeitos distintos na construção da História." 
Bárbara Barbosa Born

Durante o encontro PNAIC, destacou-se a necessidade de uma alfabetização histórica na qual as antigas atividades vinculadas à repetição e memorização cedem espaço à investigação, exposição e validação de hipóteses. Essas experiências precisam ser vivenciadas desde a Educação Infantil para evitar que se perpetuem histórias únicas sobre determinados grupos, bem como garantir a justiça curricular fundamentada na representação da diversidade e da interculturalidade no cotidiano escolar e, por conseguinte, na sociedade.

Os direitos de aprendizagem de Ciências Humanas confirmam a importância de que o ensino de História garanta o direito de que estudantes do Ciclo de Alfabetização possam:

I – Situar acontecimentos históricos e geográficos, localizando-os em diversos espaços e tempos;
V – Apropriar-se de métodos de pesquisa e de produção de textos das Ciências Humanas, aprendendo a observar, analisar, ler e interpretar diferentes paisagens, registros escritos, iconográficos e sonoros;
VI – Saber elaborar explicações sobre os conhecimentos históricos e geográficos utilizando a diversidade de linguagens e meios disponíveis de documentação e registro.

Para finalizar esse encontro, nada melhor que o vídeo de Chimamanda Adichiê, escritora nigeriana que relata a partir de suas experiências de vida o perigo de uma única história. Vale a pena ver, ouvir e refletir de novo!!




terça-feira, 19 de maio de 2015

1º ENCONTRO PNAIC 2015 - INFÂNCIAS PRESENTES NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO

O primeiro encontro PNAIC 2015 destacou o tema "Infâncias presentes no Ciclo de Alfabetização"  no intuito de ampliar as discussões sobre concepções e estratégias favorecedoras da integração entre Educação Infantil e Ciclo de Alfabetização em prol da aprendizagem significativa de todos e todas.




A criança que frequentou a Educação Infantil e teve garantido o direito de brincar e interagir de maneira lúdica nessa fase,  não deixa de ser criança porque chegou ao Ensino Fundamental e, por isso, precisa ter garantido o direito ao corpo e movimento e às aprendizagens envolvidas em contextos lúdicos.

Essas considerações parecem inquestionáveis, mas o fato do Ciclo de Alfabetização ser regulamentado por matrizes curriculares fundamentadas em disciplinas escolares, por vezes, sustenta a ideia equivocada de que a  leitura e a escrita são os únicos conhecimentos válidos como verdadeiras aprendizagens.


Nesse sentido, é comum que, no Ciclo de Alfabetização, preponderem atividades nas quais os alunos e alunas estão sentados e sentadas, copiando ou repetindo informações para memorizá-las e apresentá-las à professora. Da mesma maneira, é comum que haja uma pressão para que a Educação Infantil inicie o processo de alfabetização das crianças de maneira convencional.

O debate é polêmico e precisa ser fundamentado por estudos, relatos de práticas e proposições pedagógicas. Investir em atividades lúdicas, promover mudanças nos tempos e espaços de aprendizagem e contribuir com a construção de uma cultura escolar que considere o corpo e o movimento na construção do conhecimento de todos e todas são algumas das propostas da formação PNAIC 2015, como bem destacou Elenita Santana de Almeida, integrante da Equipe DOT-P DRE Campo Limpo, durante a abertura do evento.






Para fundamentar as discussões em nossa região foram convidadas Sônia Larrubia, Diretora de DOT SME Educação Infantil, e Radi Oliveira, Arte Educadora e integrante do Núcleo de Cultura do CEU Alvarenga.



A Arte Educadora Radi Oliveira apresentou uma colagem poética com versos de sua autoria entremeados de versos de Patativa do Assaré, Adélia Prado e Cora Coralina imbricados em uma belíssima composição dramática na qual a força da ancestralidade negra é destacada, rompendo com estereótipos e construindo outras tantas histórias que destacam a potência de povos de matrizes orais. 






São essas histórias que também revelam a potência das diversas infâncias presentes no Ciclo de Alfabetização que Radi ressaltou em suas palavras de agradecimento à plateia e de votos de uma formação bem sucedida.

Após essa interação artística, Sônia Larrubia iniciou a palestra "Infâncias Presentes no Ciclo de Alfabetização", destacando a importância da escuta das crianças. 

"O tempo gira como o sol: mas o mesmo tempo que volta não é o mesmo porque eu não faço 5 anos toda vez que é meu aniversário.”
Donald, 5 anos e 4 meses
(Epígrafe do texto da apresentação do livro O coletivo infantil em creches e pré-escolas – Falares e Saberes, FARIA  2007)





A frase de Donald é reveladora da construção de seus conhecimentos e do quanto crianças pequenas constroem e interpretam culturas durante as interações lúdicas. Considerações que confirmam a necessária integração da Educação Infantil com o Ciclo de Alfabetização defendida por Sônia Larrubia.














Questionamento importante:
No fazer pedagógico qual espaço/tempo é destinado à










Sônia finaliza a palestra com o poema de Ricardo Azevedo e propõe espaço para ouvir os(as) educadores(as).


Os questionamentos de educadores e educadoras destacaram os obstáculos que envolvem o número excessivo de alunos e alunas nas salas de aula, a falta de estrutura de algumas EMEFs para favorecer o espaço do brincar e da brincadeira, bem como a cultura escolar arraigada e que impede que alguns educadores reconheçam o potencial das atividades lúdicas na construção dos conhecimentos das crianças.







Sônia argumentou sobre a importância da construção coletiva do Projeto Político Pedagógico da unidade, da não culpabilidade de professores de outros segmentos, uma vez que todos são educadoras e educadores e precisam unir forças em prol de projeto comuns. 

A construção de uma cultura escolar que represente os ideais estudados requer intencionalidades compartilhadas por educadores e educadoras fundamentadas pelo estudo, interação e ação. 

Com essa proposta, Sônia encerrou a palestra parabenizando professoras e professores presentes e agradecendo à DRE Campo Limpo pela oportunidade de interação e pela iniciativa de propor estudos e formações integrando Educação Infantil e Ciclo de Alfabetização.

Na sequência, Elza de Lima Ferrari, Representante da Equipe DOT-P DRE Campo Limpo, apresentou à plateia detalhes da Organização do PNAIC 2015 na região.






O maior incentivo à participação na Formação PNAIC é a oportunidade de interação com os pares e vivência de práticas pedagógicas sobre as temáticas pertinentes ao Ciclo de Alafabetização.


1. Currículo na perspectiva da inclusão e da diversidade: as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica e o ciclo de alfabetização;
2. A criança no ciclo de alfabetização;
3. Interdisciplinaridade no ciclo de alfabetização;
4. A organização do trabalho escolar e os recursos didáticos na alfabetização;
5. Organização da ação docente: a oralidade, a leitura e a escrita no ciclo de alfabetização;
6. Organização da ação docente: a arte no ciclo de alfabetização;
7. Organização da ação docente: alfabetização matemática na perspectiva do letramento;
8. Organização da ação docente: Ciências da Natureza no Ciclo de alfabetização;
9. Organização da ação docente: Ciências Humanas no Ciclo de Alfabetização;
10. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: integrando saberes 

 O público alvo da formação são professores em regência no 1º, 2º e 3º anos, porque a proposta do Pacto é acompanhar e avaliar o impacto dessa formação na aprendizagem de alunas e alunos do Ciclo de Alfabetização.

As inscrições de Professores e Professoras serão, posteriormente, encaminhadas à SME para cadastro no SIMEC, um sistema de monitoramento, execução e controle do MEC que, por meio do SISPACTO, disponibiliza espaço para os participantes avaliarem a formação e divulgarem informações sobre projetos e resultados das ações pedagógicas desenvolvidas com o apoio da formação, de avaliações e atividades desenvolvidas com alunos e alunas.

 



É por meio dos dados preenchidos nesse sistema que outros benefícios do PNAIC podem ser validados.



Para incentivar a participação do público alvo nesse processo formativo, a Portaria nº 6572/14 orienta que duas horas cumpridas na formação poderão ser descontadas semanalmente do Horário Coletivo de quem está em Jornada Especial Integral de Formação (JEIF) nas escolas nas quais há apenas um Projeto Especial de Ação (PEA), uma vez que essas duas horas não podem ser descontadas do PEA.


Outro incentivo é a possibilidade de que os concluintes da formação tenham direito ao Modelo 05, orientado pelas Portarias 3008/14 e 6783/14.




Com essas iniciativas, SME pretende favorecer a participação do maior número de professores e professoras nas ações formativas. Segue abaixo o Comunicado que estabelece a abertura da formação em todas as Diretorias da SME SP.




Os benefícios comprovam a importância de professores e professoras no alcance dos objetivos estabelecidos pelo Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC).

O direito à alfabetização até os oito anos de idade depende de investimentos estruturais nas unidades, mas, sobretudo, do investimento na formação de professores e professoras e valorização da carreira docente. Dessa maneira, justifica-se a pontuação ratificada pela Portaria 6783/14.

Nesse contexto de incentivos e de reconhecimento das infâncias presentes no Ciclo de Alfabetização, iniciamos o PNAIC 2015 na DRE Campo Limpo e desejamos a todos e todas um ano de intenso diálogo e profundas aprendizagens.


Grupo de Orientação de Estudos DRE Campo Limpo. Da esquerda para direita em pé: Luciene, Daniele, Luciana, Paula, Sílvia, Célia, Ana Lúcia, José Rosemberg, Andréia Cristina e Andréa Guilherme. Da esquerda para a direita: Elza, Rosana e Edicleide.