domingo, 11 de agosto de 2013

A AVALIAÇÃO FORMATIVA E A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NO CICLO DE ALFABETIZAÇÃO

O processo de ensino e aprendizagem pressupõe planejamento fundamentado nos objetivos da educação escolar, com destaque para os direitos de aprendizagem. Esse planejamento norteia a organização da rotina escolar e sustenta a prática pedagógica. Se o professor é consciente dos objetivos da sua prática, conhece seus alunos e os orienta de maneira a avançarem em seus conhecimentos, ele precisa também avaliar os resultados desse processo.

A avaliação é elemento essencial da prática pedagógica, mas é preciso que seu conceito esteja claro ao professor. Na atualidade, a visão tradicional de avaliação como parte final do processo de aprendizagem com o objetivo de classificar o aluno parece estar superada. É consenso para a maioria dos professores que a avaliação deve ser contínua, entretanto, nem sempre essa convicção teórica vem acompanhada de instrumentos de avaliação eficazes ao propósito de investigar os conhecimentos dos alunos para realizar intervenções.

A avaliação formativa promove a investigação do que o aluno já aprendeu e norteia novas intervenções pedagógicas. Nesse processo, a avaliação não objetiva estigmatizar os alunos em “bons” ou “ruins”, zero ou dez, e sim nortear o processo pedagógico.

Em uma perspectiva formativa, o planejamento dos instrumentos de avaliação requer coerência com a prática pedagógica desenvolvida em sala e com os objetivos definidos no planejamento. 

Ao organizar uma avaliação escrita, o professor deve formular comandas adequadas. Questões mal formuladas não colaboram com o processo investigativo. Da mesma maneira, se um conteúdo não foi suficientemente desenvolvido, não há como exigir respostas sobre ele.

Vale a pena assistir aos quatro vídeos sobre avaliação produzido pelo CEEL da Universidade Federal de Pernambuco no link abaixo. Em seguida, confira as respostas para o roteiro de observação entregue durante a formação.


https://www.youtube.com/watch?v=4drEhGNJmJU&list=PL029AF2146A5BD14E

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Roteiro de observação do vídeo “Avaliação de Língua Portuguesa” (CEEL-UFPE) 
1-      Como é compreendido o erro na perspectiva psicogenética? Qual o papel do professor diante do erro?  
   O "erro" é um indicador daquilo que os alunos já sabem e do que precisam aprender. O papel do professor é observar como o aluno compreende o objeto de estudo e promover intervenções que favoreçam os avanços na aprendizagem.
2-      Quais os pressupostos da avaliação formativa? Entender os processos de aprendizagem e qualificá-los, reconhecer a dimensão ética e política, garantir processo dialógico, comprometer-se com a aprendizagem.
3-      Qual a diferença entre avaliação e instrumento de avaliação? A avaliação é um processo amplo composto por vários instrumentos, a atividade de avaliação ou prova é apenas um dos instrumentos. Esses podem variar de acordo com o que se quer observar do aluno.
4-      O que deve ser considerado ao se planejar um instrumento de avaliação? O planejamento anual, o vínculo direto com o conteúdo desenvolvido, as potencialidades dos alunos e a validade dos instrumento: o que se quer saber sobre a aprendizagem e para quê.
5-      Um único instrumento é suficiente? Não
6-      Qual a diferença entre corrigir ou interpretar um instrumento de avaliação? Corrigir se restringe a classificar em certo e errado e interpretar é investigar o que o aluno já sabe para planejar as intervenções.
Leitura
1-      É possível avaliar a compreensão leitora? De que maneira essa avaliação pode ser realizada no paradigma formativo? Sim, a avaliação deve favorecer a capacidade de relacionar os textos entre si, fazer inferências e comparações. As questões devem ser bem elaboradas e mobilizarem as habilidades mentais mais sofisticadas, promovendo desacordos intelectuais.
2-      Que aspectos devem ser observados durante a avaliação de leitura? Se o aluno construiu um comportamento leitor, se consegue por meio de orientação identificar o objetivo do texto e do gênero, suporte, se é capaz de relacionar os textos entre si, fazer inferências e comparações.
Produção
1-      O que priorizar na avaliação da produção de texto? A função comunicativa do texto e a diversidade dos gêneros textuais.
-      Quais as condições necessárias ao planejamento da produção textual? O que escrever, para quem, com que objetivos, em que grau de formalidade.
-      Oralidade
1-      Que atividades são possíveis no eixo da oralidade? Leitura de diversos textos, na perspectiva da variação linguística, seminários, debates, rodas de leitura em voz alta e conversa, contação de história, entrevistas etc.
2-      Quais os critérios para se trabalhar com a oralidade? Aspectos extralinguísticos: relacionados aos contextos da situação comunicativa, como grau de intimidade; Aspectos paralinguísticos: associação entre fala e gestos que contribuem na construção dos sentidos; Aspectos linguísticos: sintaxe da frase de acordo com o gênero textual, dependendo do grau de formalidade.
3-      O que é necessário ao docente para o trabalho com oralidade? A construção de acervo variado dos gêneros orais.
Análise Linguística
1-       Como devem ser selecionados os conteúdos nesse eixo? De acordo com as necessidades apresentadas pela turma.
2-      O que a Análise Linguística deve priorizar? Situações didáticas que promovem a comparação, observação de usos, reflexão, sistematização de saberes sobre os fenômenos linguísticos.
--------------------------------------------------------------------------------- Neste quinto encontro PNAIC, além de aprofundar os conhecimentos sobre avaliação formativa, os professores alfabetizadores também refletiram sobre a importância do lúdico durante o ciclo de alfabetização.

Para início de discussão do assunto, foi apresentado o vídeo "Criança não trabalha" do Palavra Cantada. 






Os professores observaram as brincadeiras citadas durante a música e foram solicitados a resgatar, em suas memórias de infância, as brincadeiras mais significativas. 

O vídeo de Tizuko Kishimoto, apresentado a seguir, confirma a importância do brincar no desenvolvimento humano e apresenta boas sugestões para incluir a brincadeira no cotidiano escolar.






Por meio de situações lúdicas, a criança recria situações do cotidiano, como a vida doméstica ou profissional, que ainda não pode vivenciar de maneira real. Brincar aumenta sua autonomia, criatividade e capacidade cognitiva, proporciona prazer e encantamento e, por isso, é essencial durante o ciclo de alfabetização. 

Não é porque chegou ao ensino fundamental que a criança precisa deixar de brincar, as atividades lúdicas combinam com a aprendizagem e podem ser planejadas para favorecê-la. Os professores alfabetizadores, além de relatarem um pouco de suas experiências sobre o brincar, planejaram coletivamente uma atividade lúdica para desenvolver com seus alunos.

Aliás, o desenvolvimento dessa atividade lúdica e o preenchimento da planilha sobre o perfil da sala ficaram como tarefas para os professores desenvolverem com suas turmas e apresentarem no próximo encontro. E você já fez os registros?

Seguem abaixo as cópias dos arquivos. Se você cursista ainda não os possui, entre em contato com seu orientador de estudos!






Roteiro para o planejamento da Atividade Lúdica

Eixo(s):
Direito(s) de aprendizagem:

Objetivo(s):

Organização da turma:

Recursos materiais, físicos:

Tempo:
Desenvolvimento:



Avaliação:


  
Instrumento de avaliação:






domingo, 21 de julho de 2013

SONDAGEM: INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO

A prática da sondagem ganhou destaque a partir da teoria da psicogênese e se fundamenta no princípio de que todas as crianças constroem hipóteses sobre o sistema de escrita alfabética antes mesmo de estarem alfabetizadas. 

Nesse sentido, quanto mais a criança convive em um ambiente alfabetizador no qual, além do contato com livros e outros materiais escritos, ela é estimulada a ler por meio da interação com pares mais avançados, mais se amplia o seu universo de conhecimentos sobre o sistema alfabético.

Por meio da sondagem o professor pode “sondar”, investigar os conhecimentos do aluno sobre o SEA e promover intervenções adequadas para fazê-lo avançar em suas hipóteses.

Os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky determinaram as hipóteses sobre o conhecimento da escrita vivenciadas pela maioria das crianças e as classificaram como pré-silábica, silábica quantitativa (sem valor sonoro) e qualitativa (com valor sonoro), silábico-alfabética e alfabética.

No quarto encontro do curso PNAIC na região da DRE Campo Limpo, os professores alfabetizadores aprofundaram seus conhecimentos sobre a sondagem por meio de atividades e do suporte do texto de Marília de Lucena Coutinho: “Psicogênese da língua escrita: o que é e como intervir em cada uma das hipóteses? Uma conversa com professores”. Nesse texto, além de explicar os níveis de conhecimento sobre a escrita, a autora apresenta propostas de atividades que auxiliam os alunos a avançarem em seus conhecimentos.

Veja abaixo, um breve resumo sobre  essas hipóteses e as possíveis intervenções pedagógicas:

Pré-silábico: nessa fase, os alunos já sabem que se escreve utilizando símbolos, mas ainda não diferenciam as letras de outros sinais gráficos e é comum que associem o tamanho da palavra ao tamanho do objeto representado. Nesse caso, é importante que o professor organize atividades de consciência fonológica em que os alunos são desafiados a perceber que palavras que começam ou terminam com os mesmos sons são escritas com as mesmas letras. O trabalho com palavras estáveis como os nomes dos alunos auxilia a perceber que partes iguais se escrevem de forma semelhante e partes de nomes de um aluno podem ser encontradas em outros nomes. A exploração de textos conhecidos de memória também favorece o ajuste da pauta sonora à escrita do texto.

Silábico quantitativo e qualitativo: os alunos já sabem que a escrita está relacionada à pauta sonora, mas associam a quantidade de letras aos segmentos sonoros pronunciados, por isso é comum que para cada sílaba seja grafada uma letra, sem correspondência sonora em um primeiro momento e, depois, com correspondência de pelo menos um dos sons da sílaba representada. Nessas fases, os alunos passam pelos conflitos da quantidade mínima e da variedade de letras para escrever, por isso não aceitam que palavras monossílabas ou dissílabas sejam escritas apenas com uma ou duas letras, ou que duas palavras sejam escritas da mesma maneira. As atividades pedagógicas devem ajudar os alunos a perceber que a sílaba não é a unidade mínima das palavras. Para tanto, atividades de ditado podem ser produtivas, contanto o professor as problematize com os alunos de maneira que reflitam sobre a grafia das palavras. Atividades de cruzadinhas também são importantes, pois para cada quadradinho o aluno terá que colocar apenas uma letra, o que o levará a rever suas hipóteses.

Silábico-alfabético e alfabético: nessas fases, os alunos já sabem o que a escrita nota, mas, no caso do silábico alfabético, ainda oscilam grafando algumas sílabas das palavras com apenas uma letra. O aluno, na fase alfabética, já é capaz de estabelecer todas as relações entre grafemas e fonemas, mas ainda tende a escrever como se fala. Atividades como cruzadinhas são bastante produtivas, pois promovem a reflexão sobre a quantidade de letras para os silábicos alfabéticos e sobre a ortografia para os alfabéticos. O trabalho com palavras estáveis deve continuar, mas com foco nas regularidades e irregularidades na relação grafema fonema.

É importante que não se confunda sondagem com ditado. A sondagem é um momento de investigação, por isso o ideal é que não seja feita coletivamente, pois o professor precisa ditar as palavras para o aluno e solicitar que ele as leia para que consiga perceber quais suas hipóteses sobre o sistema de escrita e poder intervir de maneira a proporcionar avanços em seus conhecimentos. 

Como afirma Maria José Nóbrega não há problemas em o professor fazer intervenções durante a sondagem, o que não podem ser feitas são "intervencionices", ou seja, é preciso fazer intervenções que auxiliem os alunos a refletirem sobre alguns conflitos, mas sem insistências ou interferências pouco produtivas.

É sempre importante lembrar que a sondagem é um instrumento de avaliação e dessa maneira deve ser planejado tendo em vista o avanço na aprendizagem dos alunos e não apenas a sua classificação em determinado grupo, por isso é fundamental que após qualquer avaliação sejam fitas interferências que promovam avanços na aprendizagem e não apenas rotulem os alunos.

Lembram do vídeo "sobrevivente"?






No segundo momento do curso, os professores conheceram o material de leitura Trilhas (um kit de orientações e jogos e um acervo de 20 obras literárias) que propõe sequências de atividades favoráveis ao desenvolvimento da leitura, escrita e oralidade nos anos iniciais do ensino fundamental.



Em uma classificação didática, as orientações e os livros estão organizados em trilhas para abrir o apetite poético e trilhas para ler e escrever textos. Neste encontro, foram trabalhadas apenas as trilhas para ler e escrever textos. Os professores se organizaram em grupos e receberam os seguintes gêneros de histórias para análise: clássicas, com engano, com repetição, com acumulação e com animais.

O objetivo dessa atividade, além do conhecimento do material Trilhas, era promover a percepção da importância do trabalho com a leitura no ciclo de alfabetização e as possibilidades de desenvolvimento de projeto com o acervo PNAIC que já começou a chegar às escolas.

Os professores alfabetizadores precisam conhecer o acervo literário das escolas em que atuam e utilizá-los em seu planejamento, garantindo momentos de leitura frequente e sequências de atividades que ampliem e favoreçam também a escrita a e a oralidade das crianças. 

Dessa maneira, mesmo escolas que não receberam o material do Trilhas podem organizar suas próprias trilhas literárias, aliás, esse é o ideal para todas as escolas!

Para maiores informações sobre o acervo do Trilhas todos os professores podem se cadastrar no site www.portaltrilhas.org.br e ter acesso aos cadernos de orientação e aos jogos.


LEMBRETE: Trabalho pessoal: Explorar os cadernos de formação PNAIC. Analisar as sugestões de fichas de acompanhamento da aprendizagem, disponíveis na Unidade 1 (Ano 1, p. 38 a 41) (Ano 2, p. 36 a 41) (Ano 3, p. 36 a 42)

sábado, 15 de junho de 2013

APROPRIAÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA: TEORIA E PRÁTICA


Alfabetizar letrando é um dos princípios do PNAIC, mas, para compreender profundamente essa concepção, é preciso consolidar os conceitos de alfabetização, letramento, código, sistema notacional e concepção fonológica, temáticas do terceiro encontro.

Em um primeiro momento, os professores compartilharam seus registros sobre a rotina semanal e produziram coletivamente, conforme o ano em que lecionam, uma rotina ideal centrada no trabalho com os eixos de aprendizagem e o uso do material distribuído pelo MEC.

Essa atividade destacou a importância do trabalho colaborativo e a necessidade de que o planejamento seja discutido na escola nos horários de estudo coletivo. 

Embora cada professor tenha autonomia nos encaminhamentos das aulas, os conteúdos e estratégias precisam ser definidos entre os pares. Como afirma César Nunes no texto “A primeira ideia é simplesmente a primeira, não a melhor”:

“A construção social do conhecimento acontece de fato quando há a preocupação com o avanço do conhecimento através da valorização da diversidade de ideias, da participação balanceada de todos os integrantes do grupo, do uso da linguagem do pensar, da conexão das ideias com suas aplicações práticas.”

No momento seguinte, os professores foram incentivados a registrar suas próprias concepções sobre alguns conceitos chaves do PNAIC. 

Para auxiliar a tarefa, eles assistiram aos vídeos sobre Apropriação da escrita alfabética, uma produção da Universidade Federal de Pernambuco, onde o Centro de Estudos em Educação e Linguagem (CEEL) desenvolve amplas pesquisas e produção de material sobre e para a alfabetização. 

A seguir um desses vídeos.


Após os vídeos, disponíveis nos links http://www.youtube.com/watch?v=Cwd9QcxedKE  e http://www.youtube.com/watch?v=Ne0ImYjWuf8 os conceitos foram retomados:

- Alfabetização: domínio do sistema de escrita alfabético.
- Letramento: conjunto de práticas de leitura e produção de textos escritos realizados socialmente nas diferentes situações cotidianas formais e informais.
- Código: recurso gráfico substitutivo, portanto é preciso primeiramente conhecer muito bem um sistema notacional para inventar um código. 
- Sistema notacional: sistema no qual, além de um conjunto de caracteres ou símbolos, há um conjunto de regras ou propriedades que definem rigidamente como esses símbolos funcionam para substituir os elementos da realidade que eles notam ou registram.
- Consciência fonológica: um vasto conjunto de habilidades que nos permitem refletir sobre as partes sonoras das palavras.

Percebe-se que não se tratam de conceitos simples, assim como não é simples a aprendizagem do sistema de escrita alfabética, por isso cada aluno passa por um processo muito particular de apropriação desse sistema. 

Essa aprendizagem depende principalmente dos estímulos familiares e pedagógicos que podem possibilitar, em menor ou maior escala, experiências produtivas envolvendo a leitura, a escrita, a oralidade e a reflexão sobre as regularidades e irregularidade do sistema.

As experiências de leitura justificam por que crianças que ainda não sabem ler e escrever, quando envolvidas em práticas de leitura, apresentam o que se chama de "comportamento leitor": virar as páginas do livro, acompanhar os símbolos gráficos com o dedinho, entre outros comportamentos que confirmam seus conhecimentos sobre como um leitor procede ao ler um livro.


Em sala de aula , portanto, o professor deve oportunizar a diversidade de experiências com a leitura e a escrita, bem como a reflexão sobre o próprio sistema alfabético. 

Vejam a seguir, as possibilidades de trabalho com o eixo análise linguística a partir da música "Sopa" do Palavra cantada:




Durante o curso, os professores também passaram pelas estações de jogos, nas quais tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre alguns jogos distribuídos pelo MEC e sobre suas possibilidades de aprendizagem do sistema de escrita alfabética.




Foi um momento bastante divertido, mas que revelou a importância de trabalhar o jogo como recurso lúdico, mas sem esquecer de sistematizar os conhecimentos que ele pode proporcionar. São as intervenções pedagógicas antes, durante e após os jogos que poderão promover aprendizagens e não apenas o contato com o material. 

Para completar o dia, os professores também conheceram algumas possibilidades de uso da mesa alfabeto como recurso para trabalhar atividades de análise linguística, leitura e oralidade com os seus alunos. 

Para quem não conhece, a mesa alfabeto é composta por um painel eletrônico no qual são encaixados cubos que representam as letras maiúsculas e minúscula e alguns símbolos que, reconhecidos por um software especial, aparecem na tela do computador.

O equipamento possibilita, portanto, uma série de atividades interativas envolvendo a aprendizagem do sistema de escrita alfabética. Dependendo dos objetivos do professor, a mesa alfabeto pode ser utilizada por crianças em qualquer fase de conhecimento sobre a escrita, desde aquelas que ainda não conhecem letras até as que já estão alfabetizadas, mas precisam ampliar os conhecimentos sobre a ortografia. 




E fiquem atentos: se houver alguma escola que, apesar de ter o equipamento, ainda não sabe como utilizar todo seu potencial basta o Coordenador Pedagógico entrar em contato com a DRE Campo Limpo e agendar uma formação.

Depois de tantas aprendizagens, ainda houve tempo para uma  breve análise da escrita alfabética dos alunos, que vamos deixar como desafio. 

Vocês se lembram o que as sondagens abaixo revelam sobre a aprendizagem do sistema de escrita alfabética? 

Produção de texto


Lista de palavras

É importante recordar o que afirmou Artur Gomes de Moraes: 

"Não podemos confundir ter alcançado a base alfabética de escrita com estar alfabetizado. A passagem da primeira à segunda é, ao nosso ver, o resultado de um cuidadoso processo de ensino-aprendizagem."

A tarefa do professor, como sempre, não é fácil, mas é de fundamental importância e faz toda a diferença para as crianças que iniciam sua incursão nesse fabuloso universo da língua escrita.

É isso aí, pessoal, continuamos firmes e fortes nessa formação, sem esquecer o trabalho pessoal:

Analisar e destacar de 4 sondagens de sua turma o que o aluno já sabe e que desafios propor para que ele avance em relação à hipótese/aprendizagem.

Vamos em frente, afinal, quanto mais aprendemos, temos vontade de aprender mais!


segunda-feira, 27 de maio de 2013

PLANEJAR É PRECISO!

No primeiro encontro PNAIC, os temas currículo, concepções de alfabetização e avaliação estiveram em evidência. Nesse segundo encontro, ocorrido dia 18/05 e 25/05/2013, essas temáticas foram retomadas para aprofundar os conceitos de planejamento e rotina no cotidiano na escola.

Planejar é preciso, essa afirmação foi consolidada ao longo do encontro. É tarefa da escola promover espaços e orientações para  que o planejamento anual, semanal e diário possa ocorrer de maneira coletiva. Esse planejamento, por sua vez, deve dialogar com as orientações curriculares, com os direitos de aprendizagem e, principalmente, com o conhecimento sobre o que os alunos já sabem e o que ainda precisam aprender.

Nesse contexto, longe de ser uma atividade enfadonha, a prática de estabelecer a rotina semanal orienta e organiza as ações pedagógicas contribuindo para a segurança do professor e a aprendizagem dos alunos.

Veja a seguir, um vídeo que elaboramos para a reflexão sobre a importância da rotina.





No início do curso, os professores compararam os direitos de aprendizagem apresentados no material PNAIC e as Orientações Curriculares da SME. Foi possível perceber que os materiais dialogam entre si. 


Ao falar em direitos, o material do pacto confirma a responsabilidade pedagógica da escola em promover a aprendizagem das habilidades e competências dos alunos já apresentadas nas Orientações. 

É importante, portanto, continuar o estudo de todos esses materiais nos horários coletivos para que o planejamento oriente o trabalho do professor e atenda às expectativas de aprendizagem dos alunos. 

Durante o curso também houve espaço para uma dinâmica que visava comprovar que estabelecer objetivos de leitura facilita a compreensão do texto, pois permite a mobilização de estratégias cognitivas e metacognitivas.

Vale a pena rever o vídeo: "Os fantásticos livros voadores do Sr. Lessmore". Uma história fantástica sobre o poder e as possibilidades da leitura!





Atenção cursistas, a tarefa pessoal para o próximo encontro sugere:

  • a leitura do texto "Materiais didáticos no ciclo de alfabetização, Caderno Unidade 02, Ano 01, p. 36, da Seção Compartilhando;
  • localizar na escola onde estão guardados todos os materiais distribuídos pelo MEC;
  • planejar o uso desses materiais em uma rotina semanal.

Fiquem atentos e dialoguem com a coordenação da escola para viabilizar a reflexão e execução da tarefa!

Para finalizar, vocês lembram o que a imagem a seguir sugere sobre a trajetória de escrita pessoal de Picasso?

sexta-feira, 26 de abril de 2013

PRIMEIRO DIA DE FORMAÇÃO


No dia 20 de abril, sábado às 8h, iniciamos a Formação PNAIC em nossa região.

Este encontro inicial objetivou apresentar aos cursistas informações fundamentais sobre a estrutura e os objetivos do curso e promover um primeiro contato entre a formadora e os professores alfabetizadores, ou melhor, professoras alfabetizadoras, uma vez que a maioria do nosso público é feminino.

Acompanhem abaixo a pauta desse primeiro momento de interação:
1. Apresentação por agrupamentos
2. Leitura deleite
3. Elaboração de contrato didático
4. Apresentação da formação
5. Perspectiva de inclusão adotada nos materiais PNAIC
6. Trecho do filme Matilda
7. Leitura dos artigos do Caderno Ano 1 - Unidade 1: "Currículo no ciclo de alafabetização: princípios gerais", "Concepções de alfabetização: o que ensinar no ciclo de alfabetização" e "Avaliação no ciclo de alfabetização"
8. Leitura pelo formador do texto "Não nascemos prontos" de Mário Sérgio Cortella.
9. Trabalho pessoal: Ler os Direitos de Aprendizagem no material no site nos horários de JEIF e revisitar seu plano de trabalho. Link: http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/Formacao/Ano_1_Unidade_1_MIOLO.pdf

  Disponível no site do MEC: http://pacto.mec.gov.br/

Para o próximo encontro está prevista a retomada do trabalho pessoal, portanto, cursistas e demais interessados, dediquem-se ao estudo do material e tomem ciência dos direitos de aprendizagem de cada ano escolar!

Bom trabalho!

Para relembrar momentos interessantes do curso reveja o vídeo "Validação". 

Vale a pena assistir de novo!



PNAIC - Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa


Este blog foi criado especialmente para divulgar informações sobre as ações do curso PNAIC na Diretoria Regional de Campo Limpo, no âmbito da prefeitura municipal de São Paulo.

Para quem não sabe, PNAIC é a sigla para Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa, uma parceria entre governo federal, estadual e municipal para alcançar a meta de alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade.

Entre as principais ações do Pacto está a formação dos professores alfabetizadores em um curso de dois anos. Em 2013, o foco será a alfabetização e o letramento, em 2014, os conhecimentos matemáticos.

A perspectiva do Pacto é promover uma mudança significativa na história da alfabetização no Brasil, por meio do investimento na formação dos professores e da aquisição de acervo complementar de leitura nas unidades escolares.

O princípio do Pacto é alfabetizar letrando e sua fundamentação teórica se concentra, principalmente, nas pesquisas de Artur Gomes de Morais e Magda Soares.

Este espaço concentrará as informações divulgadas durante os encontros que ocorrem em cinco Centros de Educação Unificados (CEU) e na DRE Campo Limpo. São ao todo 17 turmas para atender a demanda de mais de 500 cursistas. 

Os números são altos assim como as expectativas!

Acompanhem o calendário de formação em 2013:





É uma maratona, mas estamos dispostos a cruzar com sucesso a reta final!

Afinal, a educação sobrevive de esperança e trabalho.